CARA DE UM, FOCINHO DE OUTRO (2026) | CRÍTICA
Cara de um, Focinho de outro, novo filme da Pixar, estreou me chamando atenção, de uma forma que outros mais recentes não fizeram, o que acabou fazendo eu dar uma chance para o longa, logo no dia de estreia. Acabei ficando muito feliz de fazer isso.
Algo que os filmes da Pixar sempre souberam fazer bem foi o equilíbrio entre comédia e drama, te fazendo rir durante toda a experiência, mas que no fim tem a força de te fazer chorar, o que não é diferente aqui. Rei George, personagem que é um dos principais coadjuvantes, é quem carrega essa função por boa parte do tempo. Suas interações com os outros personagens criam esses momentos. Enquanto isso, outro que aparece menos, mas que tem seus momentos de brilho, é o próprio prefeito Jerry.
A narrativa acompanha Mabel, uma jovem defensora da causa animal que vê seu ecossistema ameaçado pela ambição do prefeito Jerry. O embate entre a preservação afetiva e o progresso predatório serve como o gatilho para uma jornada de muitas decisões impulsivas e emoções profundas.
Enquanto isso, o drama é conduzido de um jeito sutil, mas fantástico. Em uma realidade que frequentemente se mostra surda aos apelos individuais, a obra mostra que a cura acontece no encontro com o outro, naquele que não apenas escuta, mas compreende. No meio de tantas desventuras, onde Mabel tenta salvar o que seria sua “herança de família”, seu ciclo, ao encontrar alguém com quem partilhar sua vulnerabilidade, é operado com a satisfação emocional que se tornou a assinatura do selo Pixar em seus melhores anos.
Concluindo… Cara de um, Focinho de outro me animou bastante, me fez rir e ainda assim, dar aquela fisgada de drama que só a Pixar sabe fazer, me fez sair da sala de cinema, verdadeiramente feliz!

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