SIRAT (2025) | CRÍTICA
Ao mirar em fazer um filme mensagem sobre um tema delicado e crucial, Oliver Laxe acerta uma obra criada para premiações, não para o cinema.
Sirat se acha maior, acredita veementemente ser uma obra intelectual, que carrega uma mensagem implícita ao mesmo tempo que clara, entretanto, entrega ao espectador algo escrachado ao ponto do supérfluo. Um filme que se apoia em uma estética suja que, apesar de ser a melhor parte, não é o suficiente.
Torna-se incômodo o tanto de arcos abertos, porém nunca finalizados, a obra parece se perder dentro de sua própria narrativa, onde até mesmo o escancarado tema some.
Sirat entra no típico filme que acredita ser além daquilo que verdadeiramente é, ultrajante à própria mensagem, superficial e tedioso, ao se apoiar em sua estética e mixagem de som, cria um ambiente sem vida, como um deserto.

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